»Home    »LipoCardium    »PROICEM    »AIDS    Contato

Home

LipoCardium

PROICEM

AIDS

Outros Projetos

Nossa Equipe

ENSINO

Links

Informações desta página:

»
» Andamento do Programa
» Outras Informações

» Colaboradores e Sites Relacionados

 

 

Andamento do Programa "Cuide-se em Forma"

AIDS: correndo para um tratamento com saúde

 

O estresse induzido pela atividade física coloca os sistemas fisiológicos em prontidão

Qual a “dose” certa de exercício a ser prescrita

A essência do Programa “Cuide-se em Forma”

 

Dezembro é o mês Internacional da Luta contra a AIDS. Este ano, o tema das discussões é “AIDS e racismo”. Por isso, nada mais oportuno que divulgarmos o belo trabalho que está sendo desenvolvido em nossa Universidade. Orgulho-me de poder contar um pouco sobre essas batalha diária que travamos contra a AIDS e a falta de recursos para os estudos. Mas que é recompensada pelos resultados que estamos obtendo com os pacientes engajados e pela satisfação que se vê também no rosto de cada um de nossa equipe, um grupo enorme de gente despojada que se preocupa com o bem-estar das outras pessoas. Assim, quero apresentar a todos o “Cuide-se em Forma”, um programa interinstitucional de exercício físico e pesquisa direcionados a pacientes HIV/AIDS.

Desde a Antiguidade, sabe-se que o exercício físico pode ser uma grande fonte de vitalidade para o ser humano. Entretanto, somente com a sistematização dos estudos em Fisiologia do Exercício e Medicina Esportiva durante o século XX é que o estudo do Movimento Humano passou a estabelecer-se como Ciência. Em decorrência destes trabalhos, os benefícios da atividade física regular passaram a ser mais amplamente disseminados e seus mecanismos melhor compreendidos. Na verdade, o exercício físico regular traz uma série de benefícios para o organismo, como redução de risco para doenças cardiovasculares e manutenção da massa corpórea em níveis seguros (a obesidade é um fator de risco importante para várias doenças crônico-degenerativas, incluindo hipertensão arterial e diabetes mellitus). Existe ainda uma outra peculiaridade do exercício físico: quando em quantidade adequada, ativa o sistema imunológico, isto é, estimula o sistema de defesa contra infecções, envelhecimento e câncer.

 

O estresse induzido pela atividade física coloca os sistemas fisiológicos em prontidão

Quando se realiza uma atividade física qualquer, vários sistemas fisiológicos atuam sinergisticamente de maneira a manter todas as funções vitais e, ainda, realizar a atividade em questão. Esse entrosamento entre os vários sistemas fisiológicos permite que o sistema cardiovascular garanta quantidades adequadas de nutrientes e oxigênio para os músculos em funcionamento, enquanto que o sistema neuroendócrino, regula o consumo de nutrientes e a produção de combustíveis para todos os tecidos do organismo. Sob essa óptica fisiológica, o exercício físico pode ser considerado como um agente de “estresse” porque a atividade física tira o organismo de uma situação de “equilíbrio de repouso” e o coloca em cheque. Se formos olhar mais para trás, nos primórdios da evolução do ser humano (e de muitos outros animais), esse estado de prontidão para ativar sistemas que permitam a atividade física de modo rápido e eficiente tem a ver com a ativação do sistema de fuga-ou-luta (sistema nervoso simpático). Assim, o exercício físico constitui-se numa “adaptação moderna” para o velho binômio caçar-ou-ser-caçado que é imposto pela natureza e que envolve medo, apreensão, estado de alerta, força física. Enfim, uma situação de estresse generalizado (psíquico e metabólico).

Como consequência dessa resposta fisiológica e das adaptações geradas pelo estresse induzido pela atividade física, várias alterações podem ser observadas nos sistemas fisiológicos. E mais: quando se pratica exercícios físicos regulares, o entrosamento intertecidual vai se aprimorando, vai se tornando crônico, de maneira que se observa uma espécie de adaptação à carga e ao estresse induzidos pelo exercício.

CLIQUE NA FIGURA PARA AMPLIAR A IMAGEMAo contrário do que se poderia imaginar a priori, o estresse provocado pelo exercício físico não é uma coisa ruim. Esse estresse envolve a ativação de sistemas de proteção que acabam ajudando o organismo a se proteger de outras situações de estresse. Um desses sistemas é a via das proteínas de choque térmico, HSP (do Inglês, Heat Shock Proteins). Essas proteínas são produzidas por todas as células em situação de estresse, como estresse térmico (febre, por  exemplo) e estresses metabólicos (falta de glicose no sangue, presença de substâncias tóxicas na célula). Com o exercício físico não é diferente. O exercício induz produção de uma classe especial de HSP, as HSP70 que apresentam, pelo menos, dois benefícios claríssimos para o organismo (veja o esquema ao lado): funcionam como auxiliares na ativação do sistema imunológico e bloqueiam a replicação de vírus, incluindo os vírus da imunodeficiência humana adquirida (HIV) que causam AIDS. Além disso, a atividade física promove alterações no metabolismo dos músculos que passam a produzir e “despejar” na corrente sanguínea grandes quantidades de glutamina, um aminoácido que representa a principal fonte de energia para células do sistema imunológico. Ou seja, quanto mais atividade física (dentro de limites fisiológicos que não beirem o exagero), maior produção de HSP70 e mais glutamina na circulação. O resultado dessa combinação é que o sistema imunológico fica fortalecido, aumentando seu arsenal e poderio de defesa e contra-ataques. Paralelamente a esses benefícios, a atividade física aumenta a potência cardiorrespiratória e promove bem-estar físico e mental, que, por sua vez, fortalecem ainda mais a resposta imunológica contra agentes invasores. Convém notar, entretanto, que os extremos de atividade física são prejudiciais: enquanto a inatividade física debilita todos os sistemas fisiológicos (incluindo o sistema imunológico), a atividade extrema (muito intensa e de longa duração) também é prejudicial para a fisiologia do sistema de defesa. Atividades físicas como a maratona, quando não assistidas de perto por profissionais treinados, podem levar a um grande desbalanço imunológico, com aumento da incidência de infecções e depressão imunológica generalizada. Idosos (que tendem a ser mais inativos) têm maior tendência de desenvolver infecções; pacientes submetidos a cirurgias de grande porte tendem a ficar mais debilitados quando sujeitos a um leito de hospital por muito tempo, razão pela qual estes indivíduos, atualmente, são encorajados a não ficarem prostrados.

Resumindo, a atividade física regular e controlada pode ser um grande aliado na luta contra doenças caracterizadas pela depressão imunológica, como é o caso da infecção pelos HIV. A questão, no entanto, é que não existem estudos conclusivos a respeito de “quanto de exercício” se pode “prescrever” a um paciente portador de HIV. É certo que o exercício físico melhora a função imunológica agregando qualidade de vida às pessoas. Entretanto, se a “dose” de exercício for muito alta para um paciente já debilitado pela presença do HIV em seu sistema imunológico, os resultados podem ser desfavoráveis e o indivíduo pode vir a desenvolver AIDS (a doença em si).

 

Qual a “dose” certa de exercício a ser prescrita?

Nosso Laboratório de Fisiologia Celular (FisCel) investiga o efeito da produção de HSP70 em vários sistemas fisiológicos. Os resultados de nossos estudos mais recentes apontam para a produção de HSP70, não apenas, como um agente de proteção às células de maneira geral, como sugerem que a produção dessas proteínas de defesa por leucócitos (glóbulos brancos, que fazem parte do sistema imunológico) sirva de “marcador” para a quantidade exata de estresse que se está impondo a um indivíduo quando submetido a uma atividade física regular. Na verdade, dados de nosso grupo de pesquisa indicam que a HSP70 seja um poderoso indicador da qualidade do treinamento físico que se prescreve a voluntários humanos. Assim, nasceu o “Cuide-se em Forma”, um programa de atividade física monitorada, especialmente desenhado para indivíduos portadores de HIV, doentes de AIDS ou não. Nosso objetivo é provocar um certo nível de estresse (que varia de um paciente para outro) de tal sorte que a produção de HSP70 pelas células imunológicas fortaleça a resposta do sistema de defesa e reduza a replicação viral. Desta forma, ao invés de atacarmos os vírus HIV com novas drogas, buscamos melhorar a função imunológica estimulando o combate ao HIV com a melhor ferramenta terapêutica conhecida: o próprio sistema imunológico.

Como as pessoas respondem de maneira diferente ao estresse induzido pela atividade física, a carga e o tipo de exercício precisam ser ajustados individualmente, com base na “leitura” da produção de HSP70 e de alguns outros parâmetros imunológicos importantes. Os conhecimentos sobre a dinâmica viral e celular, a farmacocinética dos medicamentos antirretrovirais, os mecanismos de resistência viral e o surgimento de novos medicamentos têm permitido substanciais avanços no controle clínico da imunodeficiência causada pelo HIV. Entretanto, a terapia antirretroviral é um campo extremamente complexo e dinâmico e a elaboração de recomendações terapêuticas implica em constantes reavaliações, de acordo com os progressos científicos e com os aspectos operacionais ligados ao uso das drogas antirretrovirais em larga escala. O objetivo é propiciar, em termos individuais, eficácia máxima e, do ponto de vista de saúde pública, resultados condizentes com o enorme investimento humano e material envolvidos (conforme descrito em Recomendações para Terapia Antirretroviral em Adultos e Adolescentes Infectados pelo HIV do Programa Nacional de DST e AIDS do Ministério da Saúde).

A contagem leucocitária total em seres humanos adultos normalmente varia de 4.000 a 10.000 células por mm3, sendo que, desse total, cerca de 600 a 1200 células/mm3 devem ser linfócitos T do tipo CD4+ (CD, vem do Inglês, cluster of differentiation, isto é, um grupo de proteínas que indicam a diferença entre as várias sublinhagens de leucócitos; assim, CD4+ significa linfócitos do tipo T positivos para a proteína CD4).  Linfócitos CD4+ são o principal alvo dos vírus HIV e a contagem dessas células (o número de células) tende a diminuir durante a infecção por HIV. As recomendações internacionais para o início de terapia antirretroviral consistem em não tratar pacientes assintomáticos (portadores não doentes de AIDS) quando a contagem de células CD4+ for maior ou igual a 350/mm3 e considerar a possibilidade de quimioterapia tríplice com “coquetel” antirretroviral quando a contagem estiver entre 350 e 200 CD4+/mm3. Já os pacientes assintomáticos com CD4+ abaixo de 200/mm3 e pacientes sintomáticos (doentes de AIDS) devem ser tratados com coquetel antirretroviral e quimioterapia para infecções oportunistas (tuberculose, candidíase, herpes, toxoplasmose etc.). A quantificação da carga viral plasmática, a velocidade de queda da contagem de linfócitos T CD4+ e a presença de co-morbidades são aspectos adicionais que devem ser considerados durante o período de decisão sobre o início da terapia. Entretanto, o Ministério da Saúde é claro: “A terapia não deve ser iniciada até que os objetivos e a necessidade de adesão ao tratamento sejam entendidos e aceitos pelo paciente, especialmente porque dentre os fatores que podem levar à baixa adesão, estão a ocorrência de efeitos colaterais, esquemas com posologias incompatíveis com as atividades diárias do paciente, número elevado de comprimidos/cápsulas, necessidade de restrição alimentar, falta de compreensão da prescrição e falta de informação sobre as consequências da não adesão”.

Como se vê, apesar dos benefícios da terapia antirretroviral combinada, a não adesão ao tratamento pode ser um fator impeditivo para o sucesso da terapia, particularmente por causa da perda de qualidade de vida que pode acorrer após o início do tratamento. É justamente neste ponto que a prescrição de atividade física monitorada pode fazer toda a diferença: se o paciente passa a melhorar a performance do sistema imunológico e a reduzir a contagem viral por causa do exercício físico “balanceado”, a necessidade de quimioterapia anti-AIDS tende a ser reduzida. Em outras palavras, nossa expectativa é que, com a carga adequada de exercícios físicos, os pacientes saiam da faixa de prescrição do coquetel antirretroviral ou, ainda, que possam ser medicados com doses menos tóxicas de fármacos. Não se está dizendo que a terapia antirretroviral será abolida; apenas que as expectativas, a partir de nossos resultados experimentais, sugerem que, talvez, isso possa vir a ocorrer. Além de melhorar enormemente a qualidade de vida destes indivíduos, a redução de doses permitiria que mais pessoas venham a ter acesso às terapias disponíveis, já que a maior parte do esquema de tratamento é financiada pelo serviço público de saúde que não passa por sua melhor fase em termos orçamentários.

Os resultados preliminares de nossos estudos mostram que os pacientes submetidos aos esquemas de prescrição de atividade física monitorada dobraram a quantidade de linfócitos CD4+ em menos de 6 meses, o que os coloca fora da faixa prescricional para terapia antirretroviral. Além disso, é admirável a reinclusão social propiciada pelo contato dos pacientes com outros portadores de HIV e com os membros da equipe de pesquisadores e outros profissionais envolvidos. Embora os dados obtidos sejam mantidos em sigilo, o fato de se poder discutir a doença abertamente, pelo menos entre os membros participantes dos grupos, desestigmatiza a doença e melhora ainda mais a qualidade de vida dessas pessoas.

 

A essência do Programa "Cuide-se em Forma"

O Laboratório de Pesquisa em Fisiologia Celular (FisCel) do Departamento de Fisiologia do ICBS da UFRGS, o Laboratório de Pesquisa em Exercício (LAPEX) da Escola Superior de Educação Física (ESEF) da UFRGS e a Secretaria de Estado de Saúde do Rio Grande do Sul, por intermédio de seu Laboratório Central de Saúde Pública (IPB-LACEN), tendo em vista os interesses científicos e institucionais em comum, estabeleceram o Grupo Insterinstitucional de Exercício Físico e Pesquisa Direcionados a Pacientes HIV/AIDS (GEP-AIDS). A proposta da equipe do GEP-AIDS, com a criação do Programa “Cuide-se em Forma” é estabelecer qual o tipo e a “carga” adequada de exercício para cada faixa de contagem de linfócitos CD4+ e carga viral com vistas à redução da quantidade de fármacos utilizados pelos pacientes e consequente melhoria da qualidade de vida dos mesmos, conforme mostrado acima.

O programa "Cuide-se em Forma" foi esboçado a partir da tese de Doutorado de Alexandre Ramos Lazzarotto, que foi o responsável pelos programas de treinamento físico no GEP-AIDS. A iniciativa contempla basicamente dois grupos de atividades:

              I.      Programa de exercício físico assistido para pacientes HIV positivos (portadores de AIDS e não portadores) onde a carga de exercício físico prescrita é calculada individualmente. Neste caso, qualquer interessado pode participar, bastando para inscrever-se apresentar atestado médico do clínico responsável por seu tratamento assegurando condições para a realização de exercícios físicos regularmente e tomar conhecimento acerca da conduta ética a ser seguida e do termo de consentimento a ser por este firmado.

           II.      Programa de exercício físico para pacientes HIV positivos (doentes e não doentes, como no caso I) que desejem participar do estudo científico onde a carga viral plasmática, as contagens de células CD4+, CD3+ e CD8+ e outros parâmetros, como o estado redox plasmático dos eritrócitos e linfócitos circulantes e a expressão de HSP70 são utilizados para a base de cálculo da carga e tipo de exercício físico a serem aplicados ao voluntário. Está sendo realizado um estudo longitudinal (ao longo do tempo) com cada paciente de forma a serem estabelecidas as condições médias para cada perfil de indivíduo. Os resultados, além de servirem para o ajuste da melhor carga e tipo de exercício para cada voluntário individualmente, estão servindo para ditar as características do exercício ideal a ser prescrito também para os pacientes do grupo I.

No caso da pesquisa desenhada para os pacientes do Grupo II, basicamente, os interessados são cadastrados no Programa “Cuide-se em Forma” e passam por uma avaliação funcional (LAPEX), imunológica (LACEN) e bioquímica (FisCel). Após tomarem conhecimento e assinarem termo de consentimento informado, os voluntários participam, durante vários períodos de tempo, de um programa de exercício físico específico. No final de cada período, os pacientes são avaliados novamente. Crianças de comunidades carentes de Porto Alegre portadoras de HIV/AIDS desde o nascimento estão também sendo beneficiadas pelo estudo. Através deste trabalho, e, após aprovação da pesquisa pelo Comitê de Ética da Secretaria de Saúde do Estado e assinatura de termos de consentimento pelos responsáveis pelos menores, essas crianças (de 6 a 12 anos) estão sendo tratadas, alimentadas e submetidas a programas de exercício físico específicos na tentativa de se melhorar a produção de hormônio de crescimento (GH), que é dramaticamente afetada pelo HIV. O vírus produz uma proteína, a glicoproteína gp120, que “compete” com o GHRH pelo receptor hipofisário responsável pelo disparo da secreção do hormônio (GH). Ou seja, o HIV impede que os sinais que vêm do cérebro para ativar a produção de GH cheguem à glândula hipofisária (pituitária). Como o exercício físico tende a incrementar a produção de GH, além de produzir HSP70 que tende a bloquear a replicação viral e a melhorar a resposta imunológica, espera-se que as crianças possam ter um desenvolvimento de estatura e massa muscular mais adequado a suas respectivas faixas etárias levando uma vida saudável.

Os resultados preliminares dos estudos realizados com voluntários HIV/AIDS em tratamento com terapia antirretroviral indicam que o programa de exercícios físicos controlados pode restabelecer a sensação de bem-estar para o paciente além de ter reduzido dramaticamente o estresse oxidativo sistêmico, uma característica marcante de doentes de AIDS. Na verdade, o estado redox celular verificado em células sanguíneas destes voluntários são idênticos aos encontrados em indivíduos normais. Bioquimicamente, este dado é muito importante, pois sinaliza que a força antioxidante hepática (glutationa) dos pacientes submetidos ao programa pode estar aumentada, favorecendo a eliminação dos subprodutos da terapia antirretroviral, o que diminui seus efeitos tóxicos. Além disso, os dados mostram que 75% dos voluntários apresentam aumento nas contagens de células CD4+ com 12 semanas de treinamento.

O Programa Nacional de DST e AIDS do Ministério da Saúde implantou uma Rede Nacional para executar e interpretar testes de genotipagem, conhecida como Rede Nacional de Genotipagem (RENAGENO). Esta rede de pesquisa tem como objetivo detectar a ocorrência de resistência genotípica do HIV-1 aos antirretrovirais além de selecionar a terapia de resgate mais adequada aos pacientes atendidos no Sistema Único de Saúde (SUS). Nosso grupo está associado à RENAGENO através do Laboratório de Virologia Clínica e Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas da USP. A genotipagem dos vírus encontrados em todos os pacientes participantes do programa está sendo realizada sob a supervisão do Prof. Edison Luiz Durigon, que recentemente passou a colaborar com o grupo. No âmbito clínico da infecção pelo HIV, a consultoria é dada pelo Prof. Eduardo Sprinz, do Curso de Pós-Graduação em Medicina da UFRGS e responsável pelo Ambulatório de HIV/AIDS do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Os resultados obtidos são analisados passo-a-passo em conjunto pelos membros da equipe.

Participam também da proposta o GAPA/RS e o Laboratório Weinmann, que realiza as análises de hemogramas dos pacientes.

Um dos próximos passos do GEP-AIDS será a alocação de profissionais da área de Nutrição, Psiquiatria, Psicologia e Serviço Social para trabalharem no programa, de forma a dar-se suporte psicossocial e nutricional aos pacientes participantes. Devido ao interesse que a proposta tem despertado na comunidade em geral, nossa equipe está estudando a possibilidade de estender o programa à distância, já que muitos interessados vivem fora do Rio Grande do Sul e poderiam ser beneficiados pela proposta.

Para facilitar o acesso da comunidade ao programa “Cuide-se em Forma” e permitir que o andamento dos estudos seja acompanhado por todos, nosso grupo criou uma página na Internet (www.ufrgs.br/fisiologia/fisiologiacelular/aids.htm). Lá, os interessados podem obter informações sobre como participar do programa (como paciente ou como colaborador), literatura especializada e sites relacionados. Embora já esteja em funcionamento há mais de um ano, o lançamento oficial do Programa “Cuide-se em Forma” deu-se no dia 1º de dezembro, Dia Internacional da Luta contra  AIDS, durante as atividades do 2º Congresso Internacional de Treinamento Esportivo da Rede CENESP (Centro de Eventos da FAURGS em Gramado-RS).

Maiores informações podem ser obtidas no FisCel (tel/fax 51-33163151) do Departamento de Fisiologia do ICBS, no Campus Central da UFRGS (Rua Sarmento Leite, 500 – CEP 90050-170 Porto Alegre-RS). O FisCel é um centro multidisciplinar de Pesquisa, Ensino e Extensão. Embora suas atividades principais sejam voltadas à pesquisa científica aplicada, como é o caso do Projeto LipoCardium (tratamento de aterosclerose sem cirurgia), os conhecimentos gerados são redirecionados para o Ensino de Graduação e Pós-Graduação. Além disso, o Laboratório presta serviços à comunidade através de duas atividades mistas de Extensão-Pesquisa que são o Programa “Cuide-se em Forma” e o ProICEM, uma parceria com a Secretaria da Educação do Estado do Rio Grande do Sul através da qual alunos da rede pública de Ensino Médio vêm à Universidade para aprender a desenvolver seus próprios projetos de pesquisa científica. No ProICEM, professores das escolas engajadas recebem nivelamento e treinamento específico para atividades de pesquisa científica em todas as áreas do conhecimento. Além das atividades com pacientes HIV positivos e doentes de AIDS, o FisCel desenvolve pesquisa na área de doenças cardiovasculares e câncer. Recentemente, o FisCel patenteou para a Universidade o LipoCardium, uma formulação farmacêutica indicada para o tratamento de várias enfermidades cardiovasculares. Em nosso site, podem ser encontradas dicas e informações importantes sobre várias doenças crônico-degenerativas, além do andamento do programa “Cuide-se em Forma”. Propostas de parcerias, críticas e sugestões são muito bem-vindas.

 Para finalizar, gostaria de deixar claro que o Programa “Cuide-se em Forma” não visa à formação de atletas profissionais. Estamos apenas falando de atividade física moderada, regular e controlada. O ambiente de trabalho é agradável e nossos profissionais são treinados para lidar com as várias facetas da doença. Por tudo o que foi dito acima, vale a pena conferir.

Quero registrar ainda meu mais sincero agradecimento às pessoas que têm tornado possível o “Cuide-se em Forma”, a despeito de todas as dificuldades financeiras no aporte de recursos à pesquisa. É que existem coisas que só se concretizam com a teimosia e obstinação de certas pessoas. Por isso, quero reverenciar o Prof. Adroaldo Cezar Gaya (coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano da ESEF), o Prof. Jefferson Loss (Diretor do LAPEX-UFRGS), o Prof. Alexandre Ramos Lazzarotto (FisCel e ESEF), o Prof. Edison Durigon (USP), o Prof. Eduardo Sprinz (FAMED e HCPA), a Dra. Helena Rosek (Diretora do IPB-LACEN da FEPPS), a Dra. Heloísa Sporleder  (responsável pelo setor de CD4 da Virologia do IPB-LACEN), a Dra. Zenaida Marion Vidal Alves (chefe do setor de virologia do IPB LACEN) e os professores colaboradores da ESEF Alvaro Reischak de Oliveira, Giovani Cunha e Luís Fernando Deresz. Nosso trabalho jamais teria saído do papel não fosse o entusiasmo da Daiane da Rocha Janner, Juliane da Silva Rossato, Bibiana Sgorla de Almeida, Martha Hädrick e Andréa Kramer. Agradeço também a todos os meus queridos alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado que sempre colaboram, em particular ao Thiago Gomes Heck que, agora, é responsável pelos estudos com animais experimentais e pela transposição dos estudos de HSP70 de humanos para animais de experimentação, além, é, claro, de minha querida Tatiana Gomes Rosa, que é minha assessora.

 

Prof. Paulo Ivo Homem de Bittencourt Júnior

Coordenador Geral do Programa

 

Outras Informações

 


 

DIA 1º DE DEZEMBRO

INFORME-SE NO DST-AIDS E PARTICIPE


Você também pode obter valiosas informações a respeito da infecção pelo HIV e desenvolvimento da AIDS no site do Programa Nacional DST-AIDS do Ministério da Saúde. Para ver este link, clique aqui.

Colaboradores e sites relacionados
 


                     

 

 

acessos                                                                

 

Laboratório de Fisiologia Celular - Departamento de Fisiologia
Instituto de Ciências Básicas da Saúde (ICBS) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Rua Sarmento Leite, 500 - 2o. andar - Laboratório 02 - Centro - CEP 90.050-170 Porto Alegre, RS, Brasil

        Fone/Fax: (51) 33083151    E-mail: fisiologia.celular@ufrgs.br 

 

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 01/12/2009

Copyright © 2005-2007, FisCel. Todos os direitos reservados. Permitida reprodução para uso didático-científico citando a fonte.